Comunicado 19/02/2018

A CBAt divulgou no dia 15 de fevereiro a Nota Oficial nº 0019/2018 dispondo sobre os critérios de convocação de atletas integrantes das Seleções Brasileiras - 2018. A ADAB informa a comunidade do atletismo que esse tema é de grande interesse e relevância, razão pela qual realizamos em setembro de 2017 um "FALANDO DE ATLETISMO" com o tema "Critérios de convocação das delegações brasileiras". Esse evento contou com a participação de 33 de treinadores, o vídeo com a íntegra da reunião foi disponibilizado formalmente ao Presidente da CBAt, também foi protocolado ofício que segue aqui publicado. Em nosso evento os critérios atuais foram questionados com muita eloquência, sendo praticamente unanimidade a vontade de mudanças nos critérios que nortearam as convocações das delegações do atletismo brasileiro no ano de 2017 em todas as categorias, incluindo também os sulamericanos de cross country, sugerindo-se igualmente, maior atenção às
competições de cross country por parte dessa Confederação. Foi unânime o descontentamento com o fato de não se convocar todos os segundos colocados para participação nos campeonatos sulamericanos de atletismo de todas as categorias. Argumentou-se o fato de que os atletas não participantes, perderam a oportunidade de uma bolsa internacional do Ministério do Esporte, já que a confederação é a responsável pela indicação das competições e também das
convocações. Especulou-se inclusive a possibilidade desse fato causar a desistência de muitos atletas, pois a bolsa impactaria positivamente a permanência na modalidade, principalmente nas categorias sub18 e sub20.
As principais reinvindicações fazem referência a participação ampla nos campeonatos sulamericanos, conforme aconteceu até o ano 2015, sobretudo nas categorias sub18, sub20 e até sub23. Também referenda-se que os índices para as competições de maior importância como campeonatos panamericanos e mundiais sub20, obedeçam aos critérios praticados pelas respectivas entidades de organização, seguindo seus respectivos índices. Com relação a categoria adulto, muito se falou principalmente em relação aos critérios que foram acrescidos à obtenção dos índices. Todos entendem ser contraproducente estipular uma posição no ranking mundial. Muitos treinadores sentem-se criticados quanto ao nível de conhecimento sobre planejamento e periodização do treinamento, entretanto, quando se fixa uma posição no ranking, casos como o da velocista Geisa Coutinho, poderão ser recorrentes, e ainda; muitos dos atletas poderão chegar fora de forma na grande competição(Jogos Panamericanos, Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos), pois o mesmo tem que permanecer competindo até a data limite para não ficar fora dos 40 primeiros colocados, conforme foi realizado nesse ano. Sugerimos que poderia inclusive ser criado um índice AA, essa marca seria mais forte do que o divulgado pela IAAF, mas não teria vínculo com a posição no ranking mundial e ou olímpico.
Por fim, solicitamos também, uma redação mais simples e clara quanto a convocação, especialmente nas provas de revezamento, pois deixam muitas brechas para dupla interpretação e acabam gerando críticas e desavenças entre atletas e treinadores. Infelizmente nosso pedido não foi atendido.

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